Blog do Jetro

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Falta de capacitação técnica emperra implantação de plano de resíduos nos municípios brasileiros...

Menos de 10% dos municípios brasileiros estão conseguindo atender a Lei nº 12.305/10, que exige a implantação de plano de gestão de resíduos até agosto de 2014

Até agosto de 2014, todas as prefeituras do Brasil deverão elaborar e colocar em prática os seus respectivos planos de gestão de resíduos sólidos e eliminar os lixões, conforme Lei nº 12.305/10, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Mas menos de 10% dos municípios brasileiros conseguem cumprir esse cronograma, como Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, com 81 mil habitantes.

Para o cumprimento de todos os itens da Lei, que envolve não apenas governos, instituições e empresas, mas também a própria população, a cidade contou com o conhecimento técnico especializado em gestão ambiental e coleta seletiva, considerada a etapa mais fundamental do processo.

O gestor ambiental Jetro Menezes, especialista em saneamento ambiental e autor do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Mairiporã, diz que a coleta seletiva na cidade começou antes mesmo de iniciar o plano e tem como base o tripé meio ambiente-economia-sociedade. “Foi criada uma lei municipal específica instituindo o Programa de Coleta Seletiva, considerando a participação das cooperativas e outras parcerias estratégicas”, explica. “Está em fase de diagnóstico e formalização da cooperativa de reciclagem, mas a composição do grupo se dará com a participação da Secretaria Municipal de Ação Social e moradores do entorno do galpão de triagem que fica no distrito da Terra Preta”.

Jetro Menezes, que também elaborou um plano para a cidade de Franco da Rocha (SP), enfatiza que grande parte dos municípios apresentou dificuldades já na elaboração do plano, que, pela mesma Lei, deveria ter sido apresentado até agosto de 2012. Além da coleta seletiva, a legislação exige a compostagem de lixo orgânico, programas de educação ambiental para a redução e reutilização dos resíduos, logística reversa e tratamento de entulhos da construção civil.
                                                          
ENTRAVES

Pesquisa de Secretaria do Estado de Meio Ambiente de São Paulo de 2012 indica que 18,2% dos municípios carecem de técnicos capacitados para a tarefa; 15,1% enfrentam a falta de recursos financeiros; 13,2% precisam de informações e dados mais específicos de suas Prefeituras e para 10,7% falta conscientização e participação nas questões de lixo.

As oportunidades que facilitam a elaboração do Plano, citadas na pesquisa, incluem a própria educação e conscientização ambiental (identificada em 10% dos municípios), a legislação municipal (existente em 12%), a existência de coleta seletiva (11% do total) e capacitação técnica, privilégio de apenas 8% dos municípios. “Há possibilidades de estabelecer parcerias para a implementação de soluções e a cooperação com outros municípios, por meio de consórcios públicos, mas ainda falta conhecimento”, diz Jetro Menezes. “Em Mairiporã, as melhorias serão não só em planejamento e gestão, como também aumentam as chances de conseguir mais apoio financeiro, geração de renda e qualidade de vida”.

COPA DO MUNDO
Jetro Menezes lembra que a necessidade de uma gestão eficaz se tornará ainda maior com a Copa do Mundo, que acontece nos meses de junho e julho de 2014. Ex-coordenador do Programa de Coleta Seletiva do Limpurb (área responsável pela Coleta Seletiva da Prefeitura de São Paulo), ele alerta: “Mesmo as cidades grandes que já fazem coleta seletiva, como São Paulo, ainda terão que buscar formas de lidar com o volume de lixo gerado durante os jogos. É pra isso que serve o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.”



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Jetro Menezes – gestor ambiental
Ass. Imprensa Silvia Godoy

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CARTA ABERTA AOS PREFEITOS DO BRASIL.



Senhores Prefeitos (as),

Trata o presente de um AVISO para cumprir a Politica Nacional de Resíduos Sólidos, PNRS.

Não sei se o Ilmo. Sr. Prefeito sabe, mas, todas as Prefeituras deverão entregar os seus Planos até agosto de 2014. Na verdade, o prazo era agosto de 2012. Poucas Prefeituras entregaram no prazo. (nossa consultoria elaborou dois Planos.). Menos de 10% das Prefeituras do Brasil entregaram os seus Planos e espero contribuir com a sua Cidade nessa empreitada.

Qual a necessidade de elaboração de uma Gestão Integrada de Resíduos Sólidos na Cidade?


  • O lixo cresceu nas cidades e temos que planejar a destinação adequada para cada um deles.
  • Criar pontos de descarte oficial.
  • Implantar a coleta seletiva, criar cooperativa de catadores.
  • Eliminar lixões.
  • Planejar a Educação Ambiental na cidade.
  • etc...


Portanto, diante desse quadro, colocamos-nos à disposição para TREINAR e CAPACITAR OS FUNCIONÁRIOS DA SUA PREFEITURA PARA A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS.

Atenciosamente,

Jetro Menezes, Gestor Ambiental, especialista em saneamento ambiental.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

JIMMY CLIFF - I CAN SEE CLEARLY NOW

Bob Marley - redemption song acustic

Ce ta pensando Arnaldo Baptista

Dei uma aula...

Posso considerar que dei a minha primeira aula.
Nesta segunda-feira, 21 de outubro, dei uma aula sobre gestão integrada de resíduos (GIRS).

O que?: Curso Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

Onde?: UMAPAZ - Parque do Ibirapuera.

Organização: Prefeitura de SP, Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Comentários sobre a aula:
Fiquei muito feliz de ser convidado para esse curso.
Meu sonho é dar aula.
Fiz uma especialização em Docência Superior para ensinar Gestão Ambiental, Gestão de Resíduos e Educação Ambiental.

É isso que busco, me dá prazer. Saí de lá animadíssimo!

Cheio de vontade de dar aula.

Gosto de trocar com as pessoas. Falo tudo o que lembro sobre o tema, Afinal de contas, são 20 anos nessa área...

Acredito que é possível formar agentes transformadores.

Tem muita gente querendo, esperando essa mudança interna. 

Acredito que uma das funções da educação é motivar, sinalizar, trocar e informar os estudantes. O principal objetivo deve ser a formação de agentes transformadores.

Eu acredito na educação!

Obrigado, por me convidar.

jetro.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Orishas - 537 CUBA

Zé Ramalho - Garoto de aluguel

Zeca Baleiro -Telegrama

Jica y Turcão interpretam "Dig Dim/Hit the road jack/Bobão" no Estúdio S...

Jica y Turcão tocam "Cama de gato/Cantareira" no Estúdio Showlivre

Entre Dilma e Marina, escolha não ser machista.

131014-Madilma
Como debater eleições (e mesmo criticar as candidatas) sem abrir brechas àquele restinho de machismo que você guarda em si…
Por Marília Moschkovich, na coluna Mulher Alternativa
Nas eleições presidenciais de 2010, pela primeira vez uma mulher era candidata e tinha chances reais de ser eleita (e foi). O desespero das diversas fatias da oposição deu impulso a uma onda misógina e machista durante a campanha. Foi para debater o assunto e rebater tanto sexismo que o grupo Blogueiras Feministas, por exemplo, foi criado. Havia quem não apoiasse Dilma, entre elas. Isso jamais significou, porém, que valia tudo e qualquer coisa para atacá-la.
A mais ou menos um ano da próxima eleição presidencial e, desta vez, com duas figuras femininas de base forte disputando cargos no executivo, precisamos tomar o triplo do cuidado.
Os ânimos se exaltam e é fácil agirmos sem pensar. Criticar Marina Silva pela estética (“feiosa”) e pelo tipo de roupa (“carola”) não é nada diferente de dizer que Dilma parece um Ewok (aqueles ursinhos fofos da saga Star Wars, lembra?), ou de publicar em jornais que – absurdo! é o fim! – a presidenta desfilará sozinha, sem “sua família”, na ocasião da posse. “Não há nada tão parecido com um machista de direita quanto um machista de esquerda”, dizem por aí. Serve o mesmo aqui: “Não há nada tão parecido com uma crítica machista à Dilma quanto uma crítica machista à Marina”.
Os ataques machistas vêm, como o machismo, em diversas fontes, cores, tamanhos e vozes. Uma palavra aqui, uma maneira de classificar ali, um adjetivo usado pra desqualificar acolá. A questão central é quais são as críticas que escolhemos fazer a nossas adversárias políticas, em primeiro lugar. Em segundo, de que maneira as faremos. Esses são os dois aspectos centrais do “machismo-de-campanha” que assistimos todos os anos pela tevê e nos jornalhões, mas também nos blogs e microblogs de jornalistas independentes (sem falar nos comentários… ah, os comentários!).
Ao escolher um aspecto de qualquer candidata mulher para criticar, reflita se você escolheria criticar a mesma coisa num candidato homem. Não parece meio imbecil gostar ou desgostar de Serra “porque ele é careca”? Então por que a estética serviria para gostar ou desgostar de uma candidata mulher? Outro tipo de crítica comum às mulheres é sua vida pessoal. Na única vez em que eu vi um candidato homem ser desonestamente criticado por isso (foi o Kassab, na prefeitura de São Paulo), toda a esquerda e a direita tomaram-lhe as dores e o apoio a sua candidatura cresceu. A história foi bem diferente quando disseram que Marta Suplicy era uma vadia por se separar de Eduardo.
Como regra geral, vale o bom-senso. Se você não observaria essa mesma coisa num candidato homem, há 99,9% de chances de sua escolha estar baseada em machismo – ainda que você, individualmente, não seja machista “convicto/a”.
Então tem isso, que é o que escolhemos criticar. Mas tem também a maneira como escolhemos criticar. Quer dizer, se escolhermos criticar a trajetória política de Marina Silva, por exemplo. É possível abordar essa trajetória de diversas maneiras, assim como a trajetória de Dilma Roussef. Uma das coisas que mais tenho lido por aí (e ainda falta um ano!) é que Marina Silva é “autoritária”, por um lado, e “se faz de boazinha”, por outro.
Se saírmos da política e perguntarmos às mulheres que conhecemos, profissionais de diferentes áreas em posição de liderança, que críticas elas mais ouvem no trabalho, podem apostar: “autoritária” (e derivados) e “boazinha” / “falsa” (e derivados da combinação) certamente estarão entre eles. Quando um homem mostra sua personalidade nas suas decisões profissionais (sobretudo políticos), isso é tratado como sendo apenas sua personalidade, e não um problema. Quando as mulheres mostram sua personalidade, ela é sempre um grande problema, sejam elas autoritárias, boazinhas, ou tendo qualquer outro traço. É uma armadilha fácil de cair, para qualquer pessoa, mesmo aquelas fortemente preocupadas com as diversas opressões de nossa sociedade.
Por isso, muito, muito, muito cuidado.
A largada para a “corrida presidencial” foi dada. Colecionemos as críticas às trajetórias, propostas e ideias de candidatos e candidatas. Troquemos informações. Façamos blogs. Utilizemos a internet ao máximo. Mas, sobretudo, recusemos as velhas formas de pensar, que nos aprisionam quem quer que seja a presidenta – ou o presidente.
Avancemos, enfim.

Dia do Professor e do Educador Ambiental...


Hoje é 15 de outubro e comemora-se o dia do PROFESSOR e do EDUCADOR AMBIENTAL.

Sou privilegiado, tenho as duas vertentes correndo nas veias sanguíneas...

Na verdade, terminei a minha pós-graduação em DOCÊNCIA SUPERIOR recentemente. Tirei um DEZ na monografia. Título: "POR UMA ABORDAGEM MAIS CRÍTICA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO SUPERIOR - A FORMAÇÃO DE CIDADÃOS ECOLÓGICOS".

Por que escrevi sobre esse tema?

Durante a minha trajetória nessa área (meio ambiente), pude observar que existe uma lacuna muito grande entre os alunos dos cursos de meio ambiente e as proposições oriundas da academia...

Não tem projetos das instituições de ensino superior para melhorar o meio ambiente das cidades.

Entendo, que a instituição de ensino superior tem o dever de gerar pessoas transformadoras da realidade atual. 

Os problemas ambientais são os mais variados! A falta de políticas públicas é evidente! A ausência do setor público na manutenção, fiscalização e formação/educação ambiental da população é cheia de falhas!

Desta forma, foi que escrevi a monografia acima citada. Na esperança de um dia ser PROFESSOR e sugerir para os meus ALUNOS projetos e propostas que tragam melhorias concretas para a cidade.

O papel do Professor(a) é orientar, sinalizar, dividir, aprender, ensinar, discutir e sugerir para os alunos que os trabalhos de conclusão de curso sejam mais voltados para o coletivo e para a melhoria das cidades.

Parabéns Professores(as)!
Parabéns Educadores Ambientais!

Jetro Menezes Cychinigff
um futuro docente...e atual educador ambiental...    





sábado, 12 de outubro de 2013

Bob Marley: Live in Santa Barbara [COMPLETO]

Os 5 No Palco - Chico César, Lenine, Marcos Suzano, Paulinho Moska e Zec...

Dia (rreia) das Crianças...




#DiaDasCrianças Amanhã é Dia das Crianças e vale lembrar que muitas delas ainda sofrem pela falta de acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgotos.

No mundo, em 2011, 6,9 milhões de crianças de 0 a 5 anos morreram e a diarreia está entre as principais causas dessa mortalidade infantil. Somente as diarreias, muito associadas à falta de água boa e saneamento, responderam por 760 mil mortes de crianças em todo o mundo. #Saneamento para todos!


link: https://www.facebook.com/InstitutoTrataBrasil

Zeca Baleiro - O Coração do Homem Bomba Vol.1 [2008] | Completo full album

André Abujamra Mafaro (Album Completo)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Casuarina - Disritmia

Casuarina - Canto de Ossanha

da série...Tributo a Bob Marley - Damian Marley - War / No More Trouble

tributo a Bob Marley - ZIGGY MARLEY - NATURAL MYSTIC

TRIBUTO A BOB MARLEY - Lauryn Hill & Ziggy Marley - "Redemption Song"

TRIBUTO A BOB MARLEY - "Africa Unite" - Ziggy Marley

TRIBUTO A BOB MARLEY - "No More Trouble"-Erykah Badu

ELIMINATÓRIA CARNAVAL 2014 NA CHAMAS DA VAI-VAI 50 ANOS DE PAULÍNIA

Mangueira 2013 - Samba oficial CD Sambas de Enredo completo

VELHA GUARDA DA MANGUEIRA

Velha Guarda da Portela - Passado de Glória (Álbum Completo 1970) [Full ...

Diogo Nogueira - Espelho / Além do Espelho

Minha Fé - Zeca Pagodinho Ao Vivo - DVD MTV - 2010 - HDTV

Zeca Pagodinho & Jorge BenJor - Ogum\Taj Mahal

Zeca Baleiro - O Disco do Ano (CD completo) 2012

Apoiador de Marina, Sirkis faz desabafo e critica ex-senadora...

Em texto definido como 'sincericídio', deputado federal aponta falhas na articulação da Rede e diz que ex-ministra falhou como 'operadora política'; apesar da manifestação, parlamentar manterá apoio.


Luciana Nunes Leal - O Estado de S.Paulo
RIO - O deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos principais aliados de Marina Silva, publicou nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira, 4, um texto com críticas à ex-senadora e líder da Rede. A futura legenda teve o registro rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite dessa quinta, 3.
"Marina é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa da qual compartilhamos (...). Possui, no entanto, limitações, como todos nós. As vezes falha com operadora política comete equívocos de avaliação estratégica e tática, cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares. Tem certas características dos líderes populistas embora deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d'alma que em geral eles não têm", afirmou Sirkis.
Depois de protestar contra "a secular burocracia pombalina, o corporativismo estreito e a hipocrisia político cartorial" da maioria dos ministros do tribunal e de acusar o PT de agir contra a criação do novo partido, Sirkis disse que a Rede deveria ter se preparado melhor para enfrentar as resistências. "(...) Não ter entendido que o jogo seria assim e ter se precavido a tempo e horas foi uma das muitas auto-complacências resultantes de uma mística de autoilusão. Para ser direto em bom carioquês: demos mole", diz o deputado.
Sirkis lamenta ter que tomar uma decisão sobre seu futuro político em poucas horas e diz que a "diversidade ideológica" da Rede traria dificuldades para atuar como partido. "Não tenho mais idade nem paciência para fazer parte de séquitos incondicionais e discordei bastante de diversos movimentos que foram operados desde 2010. A saída do PV foi precipitada por uma tragédia de erros de parte a parte. Agora, ironicamente, ficamos a mercê de algum outro partido, possivelmente ainda pior do que o PV. Quanto à Rede, precisa ser vista de forma lúcida. Sua extrema diversidade ideológica faz dela um difícil partido para um dia governar. Funcionaria melhor como rede propriamente dita - o Brasil precisa de uma rede para a sustentabilidade, de fato - mas, nesse particular, querer se partido atrapalha", diz.
O deputado anuncia que manterá apoio a Marina, mas avisa que não abrirá mão das críticas. "Ficarei com Marina como candidata presidencial porque ela é a nossa voz para milhões de brasileiros, mas não esperem de mim a renúncia à lucidez e uma adesão mística incondicional, acrítica", afirmou Sirkis, que chamou sua manifestação de "sincericídio".


terça-feira, 1 de outubro de 2013

A emergente extrema-direita em uma Europa em crise.

Carismáticos e populistas de direita estão ocupando cada vez mais espaço no espectro político europeu. Não há como negar que a extrema-direita está fortalecida entre o eleitorado e prova disso é sua influência, cada vez maior, sobre os governos e o direcionamento de importantes políticas públicas, em diversos países do continente.
Longe de ser um fenômeno moderno, a extrema-direita nacionalista europeia, ideologicamente ligada a atividades que se opõem à democracia e aos direitos humanos, sempre trabalhou, na contramão, por uma sociedade com viés autoritário e antipluralista. Seu núcleo geralmente é composto por elementos ultranacionalistas, autoritários e xenofóbicos que, quase sempre, evitam ser identificados como extremistas de direita.
O maiores disfarces para impor suas políticas e suas conotações racistas se escondem atrás de um patriotismo defensor do pleno emprego (só) para os nativos europeus e do combate à criminalidade, tese esta que serve mais como maquiagem para esconder a sede de violência que geralmente exprimem. Mas não conseguem disfarçar suas reais intenções quando o assunto é a discriminação racial, principalmente quando tentam criar a falsa sensação de que o país ou o continente, em determinados momentos, estão sendo inflados por imigrantes estrangeiros. Neste aspecto é bom lembrar que, no passado, a implicância era com os ciganos e o povo judeu e, agora, a bola da vez são os povos de crença muçulmana.
Eles apostam também na propaganda negativa de que a prática política democrática cotidiana é janela para a corrupção, trampolim de ascensão para a elite dominante, entre outros chavões de desmancha prestígio. Para contrapor, se apresentam como "paladinos do homem comum", diga-se de passagem, um tipo de mensagem facilmente assimilado por amplos setores da sociedade. E, tudo isso em um momento de crise global que atingi a Europa em cheio, somados aos constantes fracassos das políticas públicas colocadas em prática por partidos democráticos ora no exercício do poder.
Com este tipo de apelo, gradualmente estão ganhando força, alcançando sucesso eleitoral em nível nacional e europeu. Entre os partidos em franca ascensão eleitoral podemos mencionar o belga Vlaams Belang, o francês Frente Nacional, o italiano Liga Norte, o húngaro MIEP, o austríaco Bündnis Zukunft Österreich, o também austríaco Freiheitliche Partei Österreichs, o suíço Volkspartei, o Partido Holandês para a Liberdade, o Partido do Povo Dinamarquês, entre outros. Há também um número de partidos de abrangência local ou regional, tais como: o Partido Nacional Alemão, o Partido Nacional Britânico e o Partido Sueco SD, frisando ainda governos como o de Victor Orban, na Hungria e Golden Dawn, na Grécia.
A extrema-direita também está representada no Parlamento Europeu, trabalhando ativamente para criar sua célula continental. Só para exemplificar, a eurodeputada Marine Le Pen, o eurodeputado e líder do partido austríaco Freiheitliche Partei Österreichs, Heinz-Christian Strache, juntamente com o extremista holandês, Geert Wilders, entre outros, estão em franca aliança visando às eleições para o Parlamento Europeu, em 2014.
Existe ainda o aspecto de capitalização dos partidos que, tal como aqui no Brasil, podem receber recursos públicos para se organizarem como células políticas. A Aliança Europeia para a Liberdade (EAF), por exemplo, foi reconhecida (em 2011) como partido continental pelo Parlamento Europeu e recebeu cerca de 372 mil euros. Foi assim também com a Aliança Europeia de Movimentos Nacionais que embolsou 290 mil euros. Em um futuro próximo, partidos como o neofascista Fiamma Tricolore podem também receber suas cotas.
Num mar de decepções e com o aperto monetário por que passa o continente europeu, não é difícil que a extrema-direita seja reeditada, com seus novos disfarces e plumagens, em uma versão mais fortalecida e unificada. As incômodas alianças de partidos de centro e de direita, com partidos de esquerda e de centro-esquerda, tal como deve ocorrer na Alemanha nos próximos dias (CDU/SPD), podem ser, em caso de fracasso, um prato cheio para revigorar o discurso canastrão dos extremistas, criando condições para aumentar ainda mais a fatia de poder que eles tanto almejam.
* Claudio Turtelli é dirigente nacional do Partido Verde