Blog do Jetro

terça-feira, 23 de julho de 2013

A bola da vez é...Logística Reversa.


E a bola da vez nas questões que tratam de lixo...é a Logística Reversa.

Isso mesmo, a cada temporada aparece uma terminologia, modinha, nova onda que faz uma multidão de pessoas seguir sem ao menos saber do que se trata...

Tenho recebido visitas de pessoas que nem sabe explicar o que é a logística reversa e vem me "vender" o serviço. 

Outros, que nunca leram a Lei Federal 12.305 que nos traz a Política Nacional de Resíduos Sólidos, vem me falar da Lei sem saber o conteúdo da mesma.

Mas, sobre a logística reversa, uma explicação bem rasa (quem tiver interesse pesquise mais sobre o tema!), é o seguinte:

A Empresa 1, desenvolve algumas dessas embalagens ou produtos: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes... a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. 
...e deverá proceder da seguinte forma, podendo, entre outras medidas: 
implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados; 
disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis; 
atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;
obs.: Os consumidores deverão efetuar a devolução após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e das embalagens...

Taí, uma explicação bem rápida sobre a logística reversa para os "prestadores de serviços ambientais".

abraços,

jetro.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Para acabar com lixões...

POR CAROL NUNES # EM DA REDAÇÃO

Cidadão pode denunciar lixões clandestinos em aplicativo
Carla Souza/Flickr
Carla Souza/Flickr
A tecnologia agora pode ser usada a favor da limpeza das comunidades. Desde o início de Julho, tornou-se possível registrar e denunciar depósitos clandestinos de lixo pelo smartphone. A empresa de soluções ambientais Wise Waste lançou neste mês o aplicativo “Lixarada”, para a denúncia de lixões clandestinos por cidadãos.
Disponível inicialmente para o sistema iOS, o aplicativo é gratuito. O “Lixarada” permite que o usuário tire uma foto do depósito clandestino de lixo a ser denunciado, faça uma descrição e classificação da infração e a localize geograficamente. Depois dessa etapa, a WiseWaste analisa e autoriza a denúncia, que pode ser compartilhada via Facebook por usuários do aplicativo. A própria empresa se compromete a enviar um relatório com as denúncias obtidas para as prefeituras das cidades.
A responsabilidade dos municípios sobre o destino do lixo está dentro das resoluções da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, segundo a qual o Brasil deve passar por mudanças profundas na gestão do seu lixo. Entre as resoluções mais urgentes, está a de extinção dos lixões, prevista para 2014. As prefeituras têm menos de um ano para dar cabo dos seus lixões e implantar planos locais de gestão de resíduos sólidos, com aterros sanitários e coleta seletiva.
Entretanto, menos de 100 municípios brasileiros seguiram a determinação de entregar o projeto dos planos locais ao governo brasileiro até agosto de 2012. É um número preocupante, principalmente para o alcance da meta de extinção dos lixões, já que cerca de 60% dos municípios brasileiros ainda dispõem seus resíduos em lixões.
Ainda de acordo com a PNRS, as empresas também devem mobilizar esforços para assumir responsabilidade na gestão de resíduos sólidos. A WiseWaste é uma das empresas surgidas a partir da demanda de prestação de serviço para a adequação das indústrias e do comércio às novas regras.
- See more at: http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/07/para-acabar-com-lixoes/#sthash.DbBHDzQ5.dpuf


Nossos serviços ambientais...


domingo, 21 de julho de 2013

Ecoponto em SP recebe entulho de moradores...

ECOPONTO IPIRANGA EM SP.
CONSTRUÍDO SOB A PONTE.
OS MORADORES DAQUELA REGIÃO PODEM TRANSPORTAR ATÉ UM METRO CÚBICO POR DIA DE ENTULHOS, MADEIRAS, MÓVEIS, DEMOLIÇÃO E RESÍDUOS DA COLETA SELETIVA.





UM EXCELENTE PROGRAMA OFERECIDO PARA A POPULAÇÃO.

NESSE MESMO DIA, ESTÁVAMOS VOLTANDO PRA CASA E ENCONTRAMOS ESSE DESCARTE DE ENTULHO NA CALÇADA...DETALHE: DO OUTRO LADO DA RUA, UM APLACA INFORMA QUE É PROIBIDO JOGAR LIXO E TALS...





TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO - GESTÃO DE RESÍDUOS PARA FUNCIONÁRIOS



sexta-feira, 19 de julho de 2013

www.jetroambiental.eco.br




Preocupação com descarte correto de resíduos sólidos aumenta no Brasil.



Do G1
O compromisso com o meio ambiente ainda é tímido por parte da população, como aponta o relatório de 2012 do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Os dados mostram que 2/3 da população não usavam o verso da folha de papel (65%) e não compravam produtos com material reciclável (71%). Pequenas atitudes, como fechar a torneira enquanto se escova os dentes, apagar lâmpadas em ambientes desocupados e desligar aparelhos eletrônicos, foram ignoradas pela maioria da população.
Já as empresas estão começando a correr atrás de resultados mais positivos. “Hoje, elas estão mais preocupadas com o impacto que suas atividades causam ao meio ambiente. A comunicação, como a elaboração de relatório de sustentabilidade, é uma ferramenta que confere mais transparência às práticas adotadas”, afirma Vinicius Cataldi, consultor de sustentabilidade da Report Sustentabilidade, agência de comunicação voltada para a área.
Pioneira na produção de relatórios, a Natura, empresa de cosméticos, por sua vez, investe tanto nos produtos que vende quanto na cadeia de produção. Em associação com comunidades rurais espalhadas pelo País, a empresa promove o manejo sustentável dos ativos envolvidos na produção da linha Ekos. Para o consumidor final, estimula a compra de embalagens refis, que são feitas com o chamado Plástico Verde, 100% reciclável e que emite menos carbono na confecção do material se comparados com os demais.
Outras práticas simples, como adotadas pela Braskem, por exemplo, também influenciam positivamente o mercado. Em parceria com Plásticos Suzuki, a empresa destinou as sobras da produção industrial para a confecção de bancos, lixeiras e floreiras, que já foram instalados em espaços públicos de cidades como Paulínia (SP) e Maceió (AL), e mantém programas de educação ambiental, manutenção de parques e de uma estação ambiental no entorno da empresa.
Estes são só alguns casos que ilustram algumas práticas que estão sendo adotadas recentemente pelas empresas. “O que é resíduo para mim, pode ser matéria-prima para outra pessoa”, afirma Mayura Okana, fundadora da B2Blue.com, plataforma online que negocia e comercializa os resíduos gerados pelas empresas e indústrias via B2B. “O óleo descartado pode ser usado para gerar energia em outra empresa; tecidos que sobram da indústria têxtil podem ser reutilizados como pano para limpar peças de empresas do setor automobilístico. Exemplos não faltam para mostrar como resíduo pode ser reutilizado facilmente”, garante.
Os governos municipais também estão começando a trabalhar nesse sentido e, segundo o relatório divulgado esse ano pelo Carbon Disclosure Project (CDP), organização internacional sem fins lucrativos que procura ajudar empresas e cidades a medirem e gerenciar as informações sobre o meio ambiente, a participação dos municípios brasileiros no relato de ações sustentáveis cresceu mais de 265%.
Em Londrina, por exemplo, a cidade lançou em 2011 o projeto “Cesta Verde”, programa em que a população troca o lixo reciclável por alimentos orgânicos. Em São Paulo, a rede Nossa São Paulo promove ações para estimular o desenvolvimento sustentável e criou o Projeto Cidades Sustentáveis, a fim de mobilizar os pré-candidatos à prefeitura adotarem medidas de desenvolvimento sustentável e, após a eleição, prestar contas com base nos indicadores de resultados.
É preciso que população, empresas e governos municipais atentem às medidas sustentáveis, pois o prazo para expirar a data limite de execução do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê entre as medidas o fechamento de lixões até 2014, dando lugar à construção de aterros controlados ou aterros sanitários, está acabando e ainda há um longo caminho a seguir.
A lei aprovada em 2010 que desenvolveu o plano, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), foi pensada e organizada de forma a contribuir para o crescimento sustentável e o incentivo à reciclagem. Ainda de acordo com a lei, municípios que não se adequarem às normas, serão enquadrados como crimes ambientais.


COMENTÁRIO DO JETRO
Concordo com o texto. As Prefeituras não estão preparadas para planejar a gestão dos resíduos. As empresas, por sua vez, continuam anos luz à frente dos órgãos públicos...
A simples organização da Coleta Seletiva ainda é tabu nas prefeituras.
Enfim, o caminho é treinar e capacitar, tanto as empresas quanto as prefeituras para a boa gestão dos resíduos.
jetro.  


Dep. Fed. Penna (PV) questiona ministério sobre Agência Reguladora de Energia Nuclear

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Penna (PV/SP) enviou à ministra do Planejamento (MPOG), Miriam Belchior, requerimento solicitando informações sobre a criação da Agência Reguladora de Energia Nuclear. No questionamento, aprovado por unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente, são feitas indagações quanto a fase de elaboração da proposta de criação da agência; quais as razões para o assunto não ser tratado com a urgência necessária; quando o governo pretende encaminhar a proposta ao Congresso e as razões para a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) ter sido alijada do processo? O projeto foi iniciado em 2009 encontra-se parado MPOG há um ano. O principal objetivo da criação da agência é desvincular as atividades de promoção e fomento das atividades de fiscalização e controle. Atualmente a CNEN se autofiscaliza em suas atividades. O que vai de encontro a várias convenções internacionais e códigos de conduta, no âmbito da Agência Internacional de Energia Atômica, dos quais o Brasil é signatário. “Existe o risco real de ocorrer uma tragédia por falta de fiscalização e controle da indústria nuclear. Apesar da urgência em se ter um ente autônomo responsável pela regulação do setor, não parece que o governo queira resolver a questão com a rapidez que o tema exige”, critica Penna. 

Fonte : Bancada Verde

http://pv.org.br/2013/07/17/penna-questiona-ministerio-sobre-agencia-reguladora-de-energia-nuclear/

quinta-feira, 18 de julho de 2013

OLHA QUEM ESTÁ ME OLHANDO...

OLHA QUEM ESTÁ ME OLHANDO...

Sempre olho os caras que estão visualizando o nosso blog...


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Mais da série: Na guarita do Horácio


Guarita da Horácio

Ontem, 17 de julho de 2013, passei na guarita do Horácio para pedir uma foto com ele dentro.

Essa figura se diverte com a gente.

O cara tá sempre rindo...do quê? Sei lá? Mas, sempre ri de tudo e de todos...

Ontem, falei pra ele que tinha publicado uma foto da guarita sem ele. 
Aí, perguntei se podia fazer uma foto com ele dentro. Perguntei se ele não "procurado" pela KGB, CIA ou Polícia Federal...

Ele riu.

Falei da nossa peça de teatro e ele riu.

Taí o Horácio. O Homem que Ri!

bjs,

jetro. 

Deus...Onde tá Tu?


Deus, onde tá Tu?

Algumas pessoas sabem que sou cristão. Sabem que frequentei igrejas construídas por mãos humanas (por pouco tempo, Deus perdoa...), sabem que estudei teologia, sabem que apesar dos pesares...sou Cristão...e aí eles me provocam.

Jetro, onde tá Deus diante dessas manifestações?
Dessas guerras? Doenças? Injustiças e tals? Onde está Deus diante de tanta criança morrendo de fome e por aí vai...

Sempre procuro responder com o que realmente acredito. Mano, Deus está onde sempre esteve. Quem muda somos nós...

Quem disse que Deus é Deus só se permitisse as coisas boas da vida?

Quem disse que a nossa fé em Deus está amparada somente nos momentos bons da vida?

Quem já teve a oportunidade de ler alguns textos bíblicos, como: Jó ou aquela passagem que os discípulos de Jesus, o Cristo, estavam no barco e a tempestade deixou todos eles horrorizados?

Nessa passagem do barco e da tempestade, os discípulos acordaram Jesus, (que estava dormindo diante daquela tempestade) e disseram (na minha tradução): Jesus, acorda que o bicho tá pegando. Nós vamos morrer, mano. Acorda! Ajuda nóis...senão até você vai morrer...
Aí, Jesus acordou, levantou e disse (nas minhas palavras): Peraí rapaziada, voces não tem fé? Podíamos seguir viagem sem problema. Não iria acontecer nada. Deus permite que a gente atravesse essa tempestade sem danos. Vamos ficar com medo, assustados, até borrar as calças...mas, vamos atravessar essa etapa.

É isso que quero mostrar. Deus está no mesmo lugar de sempre. Deus quer que tenhamos fé inabalável...Deus permite somente aquilo que possamos suportar.

Então, meus caros, Deus tá aí do seu lado. Aqui do meu lado. Está nas suas criações...no ar, na terra, no mar...

Deus está em tudo aquilo que Ele criou pra gente se alegrar e contemplar...

Acredite, Deus está mais vivo do que a gente possa imaginar...Inclusive, falei com Ele enquanto escrevia esse texto...

Beijos,

Jetro.    

terça-feira, 16 de julho de 2013

A risadas na guarita...


Essa é a guarita do Horácio. O Horácio é vigilante da rua. Ele se abriga na guarita todas as noites. Sempre que volto do estacionamento, lá está o Horácio. 

O caboclo é nordestino. Gente boa demais.

A gente se diverti. Esses dias, ele estava lá na guarita, assistindo a tvzinha dele e rindo. De longe eu via ele rindo...

Quando cheguei perto, vi um copo com um líquido rosado dentro e fiz um gesto de pegar o copo. 

A janela estava fechada e batia os dedos bruscamente na janela de vidro e o Horácio rachou o bico...riu muito.

Eu disse: Horácio, a gente podia fazer uma peça de teatro. Voce ficava na guarita no meio do palco. Aí as pessoas iam chegando, parando, trocando ideias com o Horácio, rindo e indo.

São muitos personagens: Eu, o "Pente", os amigos Marcelo e Renato, o "tiozinho"...e outros.

Enfim, sempre que encontro o Horácio na guarita, a gente ri muito.

Jetro.

  

Qual Paulista queremos?


A Avenida Paulista ontem...


A Avenida Paulista hoje...

Qual a imagem que queremos pras nossas cidades.

O desenvolvimento é bom pra todos, mas deve ser muito planejado. 

Os gestores públicos devem ouvir as pessoas. 

Todos podem contribuir com um desenvolvimento mais saudável.

As duas fotos acima são lindas. As imagens são lindas...Mas, o efeito de uma cidade impermeável, com trânsito crescente, sem áreas verdes...todos já conhecemos.

Vamos preferir uma Cidade mais verde.

abraço,

jetro. 



quarta-feira, 10 de julho de 2013

DESMATAMENTO NA VERSÃO DILMA...

Desmatamento na Amazônia volta a crescer: país perdeu 46,5 mil ha de floresta em maio de 2013 – mais de 400% em comparação com o mesmo período do ano passado
Desmatamento causado por fogo na Amazônia. (©Greenpeace/Rodrigo Baleia)
“Aqui se faz, aqui se paga.” A parceria com a bancada ruralista começa a passar uma amarga fatura para o governo Dilma: o desmatamento da floresta amazônica, que demorou tanto para começar a ser controlado, mostra sinais tão evidentes de subida que nem o governo consegue mais esconder.
Em coletiva de imprensa na manhã de hoje, o Ibama anunciou uma tendência de aumento de desmatamento que não se via mais no Brasil. Segundo dados do Deter, em maio de 2013 a Amazônia perdeu 46,5 mil hectares de floresta – quase a área da cidade de Porto Alegre. Isso representa um aumento de mais de 400% em comparação com o mesmo período de 2012.
Isso tudo com uma cobertura de nuvens de 42% sobre a Amazônia Legal, o que prejudica a detecção de focos de desmatamento pelos satélites. E mais: o Deter só identifica corte raso em áreas médias e grandes - as pequenas e fragmentadas, que se tornaram frequentes para justamente sumirem aos olhos do satélite, não entram nessa conta.
Luciano Evaristo, diretor de proteção ambiental do Ibama, disse recentemente estar confiante em zerar a tendência de desmatamento ainda neste ano. Mas as informações divulgadas hoje mostram que o país segue o caminho contrário. 
“Os números são preocupantes, mas lamentavelmente previsíveis”, diz Kenzo Jucá, da campanha Amazônia do Greenpeace. “O governo Dilma tem sido conivente com o desmatamento. Cedeu aos ruralistas e, em nome de um modelo atrasado e predador de desenvolvimento, avança sobre unidades de conservação e territórios indígenas. Agora chegou a fatura.”
É de notar que, na coletiva de hoje, apenas o Ibama estava presente, enquanto nas anteriores, quando havia queda ou leve aumento, um circo com ministros de Estado era montado - hoje nem Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, deu as caras. Era o momento para o governo mostrar que tem, em suas prioridades, atacar o problema e acabar com essa chaga ambiental.
Mas, pelo visto, em vez de zerar o desmatamento na Amazônia, e mostrar para o mundo pelo menos um feito positivo de seu governo, Dilma prefere entregar o futuro da floresta e dos brasileiros para quem tem motosserra no lugar de mãos. No acumulado de agosto de 2012 a maio de 2013, o país perdeu 233,8 mil hectaresde floresta – um aumento de 35% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Só cresce
A pressão não poupa nem unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs), que são alvo atual dos ruralistas. Em maio, o Deter viu 5,4 mil hectares de florestas desmatadas em UCs e 8,9 mil hectares em TIs. A Flona Jamaxim, no Pará, foi a unidade de conservação mais desmatada no mês (perdeu 2,84 mil hectares), enquanto que a TI Maraiwatsede, no Mato Grsso, teve 8,8 mil hectares de florestas derrubadas.
Os Estados campeões do desmatamento em maio foram Mato Grosso, com 27,7 mil hectares, seguido de Pará (13,4 mil), Amazonas (3,3 mil), Tocantins (900), Rondônia (770) e Maranhão (440).
O Ibama aplicou R$ 1,7 bilhão em multas no período de agosto a maio deste ano e embargou 236 mil hectares da áreas com desmatamento ilegal.
Acompanhe a campanha pelo Desmatamento Zero em 




Li bastante neste feriado Paulistano...

leitura é uma ótima maneira de desenvolver o seu cérebro. Além de aumentar o seu vocabulário e capacidade de interpretação, também ajuda no armazenamento de informações importantes. Ao ler, você aumenta suas habilidades de escrita e compreensão de textos.
Se você deseja melhorar a sua mente por meio da leitura, veja como a literatura pode ajudar:
1. Aumento de vocabulário
Ao ler os clássicos, você vai encontrar muitas palavras que não fazem parte do seu cotidiano. Aprender novas palavras ajuda a enriquecer o seu vocabulário. Ter um amplo vocabulário é como ter um grande arsenal de palavras. Isso permite que você se expresse de maneira mais eloquente. Desenvolvendo essa habilidade você será capaz de se comunicar com precisão e criar uma percepção de mundo inteligente.
2. Melhorar a escrita
Ler os clássicos da literatura é a maneira mais fácil de melhorar a sua escrita. Durante a leitura você acaba absorvendo a gramática e o estilo do autor. Isso contribui para o desenvolvimento da sua escrita melhorando a concordância e gramática.
3. Desenvolver a fala
Antes de se tornar um bom orador, você precisa ser um bom escritor. Estudar as obras que foram desenvolvidas por gênios vai ensinar você a se expressar com clareza e estilo. Ao melhorar seu domínio do idioma, você vai se tornar mais persuasivo, e poderá desfrutar de uma vantagem sobre as pessoas menos articuladas.
4. Novas ideias
Observar as mesmas ideias que as outras pessoas gera um pensamento genérico e repetitivo. Para ser original você precisa desenvolver novas ideias, e isso você pode retirar dos clássicos da literatura. Ao ler os livros você desenvolve a sua inspiração e tem a oportunidade de melhorar a sua criatividade.
5. Perspectiva histórica
Uma pessoa que apenas lê jornais e revistas fica dependente dos preconceitos e modas do seu tempo. Por isso, a leitura de livros antigos é importante para aumentar a sua perspectiva história e desenvolver o senso crítico. Os clássicos são importantes para estimular a sua mente a partir de pensamentos e experiências de outras pessoas.
6. Entretenimento educativo
A leitura de grandes livros é um passatempo divertido. Você pode encontrar muitas curiosidades sobre a história e também o vocabulário da época em que a obra foi escrita. Outra opção é procurar as versões mais modernas dos clássicos, isso também ajuda a aumentar o entretenimento durante a leitura.
7. Sofisticação
Se você gosta de se destacar nas conversas entre amigos, ter conhecimento dos clássicos da literatura é essencial. Você aprofundará suas ideias e desenvolve o senso crítico. Além disso, quando você tem propriedade para falar sobre certo assunto você pode até ganhar uma discussão.
8. Leitura mais eficiente
Ler diversos livros aumenta a sua rapidez na leitura. Por isso, a ideia é procurar livros de diferentes épocas e temas para desenvolver uma leitura mais eficiente.
9. Desenvolve o senso crítico
Se você é um escritor ou blogueiro ignorar os clássicos é um erro. Independentemente do tema que você aborda em seus textos, você precisa ser persuasivo e desenvolver seu senso crítico. A melhor maneira de aprender é com os mestres. Portanto, não perca tempo! Passe algum tempo com os clássicos e tire vantagem sobre isso.
10. Aumenta o repertório 
Ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. A literatura clássica é forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para o mundo. Repertório cultural é importante para escrever bons textos e ser crítico.
Aproveite!

Programa de TV do PV ecoa a voz das ruas...

Video do PV RJ

O Partido Verde, no seu programa semestral que vai ao ar nesta quinta-feira(11), não fica imune às manifestações que ocorreram pelo Brasil, sobretudo no mês de junho. “Recado dado, recado entendido”, diz o seu presidente, o deputado federal Penna (SP) que, no entanto, avalia que o passo à frente nas mudanças tem que ser dado de maneira organizada. 

O foco principal, no entanto, são algumas ações e experiências desenvolvidas por representantes do partido em cidades como Osasco, Brasília e Licínio de Almeida (Bahia) nas áreas meio ambiente, educação e saúde. O programa traz ainda um mosaico de depoimentos de parlamentares, dirigentes e filiados do partido em todo o Brasil.

fonte: http://pv.org.br/2013/07/09/programa-do-pv-ecoa-a-voz-das-ruas-mas-mostra-realizacoes/


sexta-feira, 5 de julho de 2013

XV FIMAI - FEIRA INTERNACIONAL DE MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL

Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade
Participe do maior evento da América Latina no setor de meio ambiente industrial e Sustentabilidade
Mais Informações
Facilite sua entrada na feira. É fácil, rápido e gratuito. Faça seu pré-credenciamento no site
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Curso online ensina a fazer horta em casa

Para quem quer investir em uma alimentação saudável e aprender a produzir sua própria horta, o curso online do Programa Horta em Casa & Vida Saudável é uma opção.
Com o objetivo de incentivar o consumo de alimentos sem o uso de agrotóxicos, a Fundação Mokiti Okada lança este novo curso. Dividido em 11 aulas, o curso ensina sobre os materiais necessários, preparo do solo, semeadura, plantio, desbastes, colheita, compostagem, canteiro, entre outras.
Ele também ensina como cultivar uma horta em vasos e em canteiros utilizando o método da agricultura natural/orgânica, que não utiliza agrotóxico. Também ensina a elaborar uma compostagem caseira, que pode ser utilizada no solo e também contribui para a redução do lixo.
Os interessados assistem as videoaulas acessando o seu computador em qualquer lugar do Brasil, a qualquer hora, durante 30 dias. As aulas são ministradas pelo professor Carlos Daniel de Souza Rodrigues, um biólogo que estudou agricultura natural no Japão e trabalha como instrutor do programa Horta em Casa& Vida Saudável pela Secretaria de Agricultura Natural da Fundação Mokiti Okada.
O valor do curso é de R$ 50,00. Para mais informações, acesse o site.


Crônica do Penna – A liberdade de poder dialogar

Dentro da arena, os entusiastas explodem em uma vibração ufanista e, vestidos de verde e amarelo, bradam a plenos pulmões o hino nacional. Os onze gladiadores que se perfilam em campo se juntam ao coro, cantando com a emoção de quem está prestes a encarar uma batalha mortal. Perto dali, logo depois dos cordões de isolamento que delimitam o “território da Fifa”, o som que se ouve é de tiros de bala de borracha e de coquetéis molotov explodindo, criando a imagem tão buscada pelas lentes atentas do fotógrafo. Tenho certa dificuldade de entender o significado do fogo em qualquer manifestação de insatisfação. É quase como se, sem fogo, não houvesse protesto. Não muito longe, sentada no sofá de casa, uma maioria silenciosa subversivamente torce contra a seleção brasileira. O eterno motivo de orgulho nacional recentemente se tornou uma vergonha, um verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento do país. E a frustração fica latente quando, com menos de dois minutos de batalha, um ensurdecedor grito de gol irrompe no Maracanã. “Mas como é que o Fred, deitado, pode ainda encontrar as redes espanholas?”, se perguntam. Do lado de fora, o ruído se mistura com as palavras de ordem e mais explosões. Alheia ao jogo, a senhora do apartamento vizinho ao estádio só quer saber de correr para fechar a janela e impedir que o gás lacrimogêneo entre na sua sala. Enquanto ela se lamenta por ter sido impedida de sair para a igreja, o marido, no sofá, vê um milagre diante de seus olhos. “Como é que o David Luiz tira uma bola dessas?” Antes mesmo do apito final, a maioria, já não tão silenciosa, justifica o resultado como um jogo de cartas marcadas, mais bem coreografado que um espetáculo do Circo da China. “Sergio Ramos não perderia aquele pênalti. A vitória foi comprada, e com dinheiro dos cofres públicos!”. Na rua, os últimos torcedores deixam o estádio gritando, já roucos, “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!” A pluralidade de pensamentos é assim. Isto é bom, mostra que vivemos em uma democracia. A música popular inclusive já tratou destes temas, da diversidade de opiniões sobre o mesmo fenômeno. Lembro que João do Vale cantava “eu vi a lavadeira pedindo sol, e o lavrador pra chover”. Minha única certeza é que, para mim, bom mesmo é ter a liberdade de poder dialogar com vocês. 

Fonte : http://www.deputadopenna.com.br - See more at: http://pv.org.br/2013/07/04/cronica-do-penna-a-liberdade-de-poder-dialogar/#sthash.KPtz13wW.dpuf

O sertão virando mar - Artigo do Fernando GABEIRA

PUBLICADO EM 05.07.2013
Milhares de pessoas nas ruas, mais de 600 cidades em movimento, um protesto por hora: o Brasil foi sacudido pelo deslocamento de uma placa tectônica. Sob muitos aspectos, não seremos mais os mesmos.
Confesso que desejava ver manifestações de rua. Acompanhei algumas nos últimos dois anos, mas eram minúsculas e ignoradas. Sabia que o projeto do PT estava em declínio. Para mim, o partido, como energia renovadora, morreu nos primeiros anos do século. Pensava, no entanto, que só em 2018 a Nação se daria conta disso. O vigor e a diversidade das manifestações, porém, superaram minhas previsões.
Fixei-me no combate às fanfarronices do PT e não retomei os temas que desenvolvi em 2012. Um deles era a internet, uma revolução na minha atividade de jornalista. Por que não mudaria a política? Muitas pessoas que desprezam as petições online disseram que seus autores são ativistas de sofá, precisavam sair da frente do computador. Não perceberam que também os computadores trocaram o sofá pelas ruas. Em 2004, por mensagens nos celulares milhares de espanhóis se mobilizaram e mudaram o rumo das eleições.
Todos nos tornamos capazes de relatar e enviar imagens. Mas algumas empresas podem investir em obter e conferir os dados, deslocar-se para os grandes eventos. A separação entre imprensa e redes sociais é relativa, porque uma metaboliza o conteúdo das outras. Reproduzido pela imprensa, tudo o que os políticos fizeram – e não foi pouco – acabou despertando a fúria de milhões de brasileiros, que se tornaram mais poderosos com a revolução tecnológica.
E agora? Dilma foi tragada pela crise. As dificuldades econômicas tendem a se agravar e o mundo encantado do “nunca antes nesse país” foi para o espaço, seus marqueteiros estão fazendo pesquisas qualitativas na camada de ozônio.
Estamos navegando na neblina. Mas alguns contornos, para mim, estão nítidos. Na luta contra a corrupção, não é necessário acrescentar um adjetivo na lei: crime hediondo. Isso me faz lembrar os trens italianos, que não chegavam na hora, mas iam mudando o adjetivo: rápido, muito rápido, rapidíssimo. O melhor instrumento é a aplicação real da lei acesso às informações oficiais. Por que não investir nisso? Custa menos que os milhões de cada grande escândalo na era do “nunca antes”. As grandes demandas sociais poderiam ser parcialmente satisfeitas se o governo cortasse seus gastos, reduzisse ministérios, cargos de confiança, gastos com viagens, até cachê do cabeleireiro.
Em 2012 defendi a ideia de um governo inteligente, não no sentido do QI de seus ministros, mas da capacidade de usar os meios tecnológicos para baratear custos e, simultaneamente, conectar-se a grande número de pessoas. A internet não é uma panaceia, apenas um game changer: poderoso instrumento para utilizar racionalmente os recursos diante das crescentes demandas, não só de melhores serviços públicos, mas também de ampliação da democracia.
Não é tarefa fácil. Os burocratas do PT respondem ao movimento das ruas com um plebiscito, na tentativa de dar ao processo o final empolgante de uma reunião de condomínio. O objetivo do PT é controlar tudo, como já controla o processo político. Num país onde muitos eleitores não se lembram do parlamentar em quem votaram, eles querem aprofundar a distância por meio de lista fechada. Na verdade, o governo não entendeu os novos tempos simplesmente porque sua estrutura mental não o permite. É uma estrutura fortemente hierarquizada. Participar das redes sociais, para eles, significa pagar a um batalhão de idiotas para repetir slogans e escrever blogs venenosos.
Em 2010 recolhi material para demonstrar que Sérgio Cabral contratara empresas no exterior para fingir que tinha apoio entre os internautas. Eram empresas nos EUA e o texto mal traduzido denunciava que os aplausos haviam sido escritos em inglês e partiam dos mesmos lugares. Diante de um fenômeno tão rico na comunicação humana, tudo o que buscaram foi a melhor maneira de trapacear.
Na semana passada vimos a rua onde mora Cabral, no Leblon, ser ocupada por manifestantes. Ele não pôde ir ao Antiquarius, o restaurante vizinho onde tem um babador com seu nome e o escudo do Vasco da Gama. Cabral é o filhote querido de Lula, expressão local da megalomania, safadeza e dissolução da aliança que governa o País.
Embora a construção do futuro seja o principal enigma no momento, é reconfortante constatar que as mentiras foram descobertas e de súbito uma nova realidade emergiu no País. Os quase dez anos de exílio ao menos me ensinaram, como descendente de tuaregues, a atravessar o deserto com um copo de água. O oásis que projetei para 2018 acabou se aproximando. Miragem?
Compreendo os pessimistas que esperam algo pior. Estão fixados nos coelhos que os burocratas do PT podem tirar da cartola. Considero que as manifestações foram um salto de qualidade no processo democrático e vão impulsionar mudanças culturais positivas – a desmitificação do futebol como ópio do povo, por exemplo. Não há dono da verdade dentro da neblina. Mas, para mim, nasceu uma flor no asfalto, como dizia o poeta.
O processo de redemocratização, iniciado com a queda da ditadura militar, a nova Constituição, as eleições diretas, todo esse enredo que já conhecemos entra em nova fase. Mas como afirmar isso, se o Congresso ainda é presidido por Renan Calheiros e não se dissipou o clima de devastação moral e a pilhagem promovida por PT e aliados? Esta semana o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, levou a família num avião da FAB ao Maracanã, em plena crise. Fulminado pela transparência, devolveu uma fração da grana.
A tática é inventar palavras mágicas, projetos demagógicos, para segurar as ruas. Mas só esparramam gasolina, à espera de que alguém grite “fogo!”da próxima vez. A violência é sua última esperança de sobrevida. Não se pode cair na arapuca histórica do século passado. É possível derrotá-los com energia, paciência e até um certo humor.
Artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo em 05/07/2013
COMENTÁRIO DO JETRO.
O Gabeira tá certo.
Inicia-se um novo ciclo na vida política do Brasil.
Eu gosto de futebol e sei bem o quanto ele é usado pra desviar a atenção das pessoas das coisas bem mais sérias para o País...
Acredito que este ciclo político PT, PSDB, PMDB chegou ao fim!
Acredito num modelo mais atual e dinâmico na política. Tipo Recall mesmo. Tá ruim, com problema: Troca!
Um modelo mais participativo de FATO! Por exemplo, deve-se ouvir as pessoas e adotar as mudanças sugeridas por quem conhece a sua realidade.
O modelo atual de governar o Brasil está mais que falido! 
Tem que ter coragem e políticos eleitos comprometidos com essa mudança. Se esse político eleito se desviar daquilo que o elegeu, a gente troca...

jetro.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Parábola da Vaca

 
Escrito por Lucio Antoniolo em março 26th, 2009

Um sábio mestre e seu discípulo andavam pelo interior do país há muitos dias e procuravam um lugar para descansar durante a noite. Avistaram, então, um casebre no alto de uma colina e resolveram pedir abrigo àquela noite. Ao chegarem ao casebre, foram recebidos pelo dono, um senhor maltrapilho e cansado. Ele os convidou a entrar e apresentou sua esposa e seus três filhos.
Durante o jantar, o discípulo percebeu que a comida era escassa até mesmo para somente os quatro membros da família e ficou penalizado com a situação. Olhando para aqueles rostos cansados e subnutridos, perguntou ao dono como eles se sustentavam.

O senhor respondeu:
- Está vendo àquela vaca lá fora? Dela tiramos o leite que consumimos e fazemos queijo. O pouco de leite que sobra, trocamos por outras mercadorias na cidade. Ela é nossa fonte de renda e de vida. Conseguimos viver com o que ela nos fornece.

O discípulo olhou para o mestre que jantava de cabeça baixa e terminou de jantar em silêncio.
Pela manhã, o mestre e seu discípulo levantaram antes que a família acordasse e preparavam-se para ir embora quando o discípulo disse:
- Mestre, como podemos ajudar essa pobre família a sair dessa situação de miséria?

O mestre então falou:
- Quer ajudar essa família? Pegue a vaca deles e empurre precipício abaixo.

O discípulo espantado falou:
- Mas a vaca é a única fonte de renda da família, se a matarmos eles ficarão mais miseráveis e morrerão de fome!

O mestre calmamente repetiu a ordem:
- Pegue a vaca e empurre-a para o precipício.

O discípulo indignado seguiu as ordens do mestre e jogou a vaca precipício abaixo e a matou.

Alguns anos mais tarde, o discípulo ainda sentia remorso pelo que havia feito e decidiu abandonar seu mestre e visitar àquela família.
Voltando a região, avistou de longe a colina onde ficava o casebre, e olhou espantado para uma bela casa que havia em seu lugar.

- De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico. – pensou o discípulo.
Aproximou-se da casa e, entrando pelo portão, viu um criado e lhe perguntou:

- Você sabe para onde foi à família que vivia no casebre que havia aqui?

- Sim, claro! Eles ainda moram aqui, estão ali nos jardins. – disse o criado, apontando para frente da casa.

O discípulo caminhou na direção da casa e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma linda mulher. A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.
Quando o senhor avistou o discípulo, reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar em sua casa.
O discípulo quis saber como tudo havia mudado tanto desde a última vez que os viu.

O senhor então falou:
- Depois daquela noite que vocês estiveram aqui, nossa vaquinha caiu no precipício e morreu. Como não tínhamos mais nossa fonte de renda e sustento, fomos obrigados a procurar outras formas de sobreviver. Descobrimos muitas outras formas de ganhar dinheiro e desenvolvemos habilidades que nem sabíamos que éramos capazes de fazer.

E continuou:
- Perder aquela vaquinha foi horrível, mas aprendemos a não sermos acomodados e conformados com a situação que estávamos. Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante.
Só então o discípulo entendeu a profundidade do que o seu ex-mestre o havia ordenado fazer.
Procure em sua vida se não há uma vaquinha para empurrar no precipício ou se alguma já caiu e você não percebeu que foi algo bom.
Perder um emprego, acabar um relacionamento e outras tantas outras coisas traumáticas são como marcos em nossas vidas, servem para mostrar que você passou por ali e sobreviveu, ficou melhor e mais forte.
Se sua vida mudou por uma circunstância dessas, agradeça. Mesmo que pareça ruim agora, tudo leva a um caminho melhor, só depende de como você vê.