Blog do Jetro

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O LIXÓLOGO!


Sou LIXÓLOGO!

Venho me especializando nesta área desde 1993 e ainda nos dias atuais está é a minha praia (área de atuação profissional) a gestão do lix, a coleta seletiva, a elaboração de Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Treinamentos nesta área...

Ontem, fizemos uma consulta pública sobre o Plano de Gestão Integrada dos Resíduos de Mairiporã.

Hoje, fiz uma palestra sobre a gestão dos resíduos num condomínio comercial.

Precisa de um suporte nesta área, entre contato com a www.jetroambiental.eco.br 





Consulta Pública sobre Resíduos Sólidos.


Ontem, realizamos uma Consulta Pública sobre o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos de Mairiporã.

Apresentamos os dados atuais e buscamos ouvir os presentes para agregar as possíveis melhorias.

Coma a gente é assim!

Entendemos a gestão integrada de forma verdadeiramente integrada!

Precisamos ouvir quem vive a realidade local. Quem trabalha no município, quem gera resíduos, quem está preocupado com o destino correto. 

As pessoas sabem o que é melhor e onde estão os problemas, os gargalos, as principais dificuldades para a gestão do lixo na cidade.

É por isso que precisamos ouvir as pessoas para inserir as sugestões no escopo do Plano.

Não dá pra fazer Planejamento da gestão do lixo sem ouvir quem gera o lixo local...

abraços,

jetro.  



segunda-feira, 27 de maio de 2013

São Paulo terá usina para reciclar tecidos...(pelo menos tem uma promessa...)

A Prefeitura de São Paulo vai construir uma usina para reciclar pedaços de tecido descartados na cidade.
Somente as tecelagens do Bom Retiro e do Brás, tradicionais redutos de confecções na região central, são responsáveis por despejar 30 toneladas de pano diariamente nos aterros da Região Metropolitana.
Hoje, os retalhos são descartados de maneira irregular, geralmente em sacos plásticos deixados sobre a calçada. Além de contribuir para entupir bueiros, o lixo oriundo das confecções também prejudica a circulação de pedestres.
"Aqui é comum alagar quando chove", conta Teresinha Maziero, de 56 anos, dona de uma banca na Rua Ribeiro Lima, no Bom Retiro. Para ela, a ideia de dar um novo destino a esse material que hoje fica na rua é boa. "Mas só vai dar certo se vierem retirá-lo dentro das lojas."
Só nos distritos vizinhos do Brás e do Bom Retiro existem 5,4 mil confecções, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP). Na região, o órgão informou que menos de 15% dos panos descartados são recolhidos por catadores informais. Todo o resto segue para os aterros.
"Estamos jogando no lixo uma matéria-prima que pode gerar renda", afirma o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro. A demanda por esse tipo de material é grande, uma vez que os retalhos podem virar desde novos fios para outros tecidos até fibras utilizadas pela indústria automobilística para produzir forração de carro.
A decisão de criar a usina de reciclagem surgiu de conversas entre o secretário e o Sinditêxtil-SP. Para viabilizá-la, o governo municipal entrará com o terreno - uma área entre a Estação da Luz e a Feira da Madrugada - e o setor privado bancará a construção do prédio.
Ainda não há estimativa de quanto deve ser gasto com a construção da usina, mas as obras estão previstas para começar ainda este ano, segundo o secretário.
Andando pela região é possível encontrar sacolas de retalho abertas no meio da calçada. O ambulante José Feliciano da Silva, de 65 anos, que trabalha há cerca de 40 na região, diz que o problema é recorrente. "Tem gente que revira tudo, e os trapos ficam espalhados por aí."
Compradora frequente das lojas de roupas das redondezas, a dona de casa Renata Lima, de 39 anos, afirma que logo de manhã os picotes de tecido sujam as vias. "A quantidade é tamanha que às vezes atrapalha até para andar."
Fonte: Caio do Valle - OESP
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COMENTÁRIO DO JETRO
Gato escaldado tem medo de água fria...
Nesses mais de 10 anos de passagens por órgãos públicos já vi e ouvi de tudo!
Vou acreditar na promessa e vou fazer votos que se torne realidade.
Isso poderá gerar empregos e rendas e resolver o problema do descarte irregular desses retalhos.
Verdadeiramente, prefiro estar enganado!
abraço.
Jetro.





domingo, 26 de maio de 2013

#TudoAoMesmoTempoAgora

Pois é!

É isso mesmo. Tudo ao mesmo tempo agora. A minha vida é assim. Tem gente que se assusta com o montão de coisas que faço. Mas, faço pra não ficar de bobeira. Apesar que as vezes me dá uma vontade danada de ficar de papo pro ar...Sabe, chinelão de dedo, sentado num cadeirão, na praia ou na fazenda. Não importa, mas que dá vontade de ficar de boa, isso dá!

Trabalho muito com a minha cabeça. Quero dizer, a mente! Sou um pensador e não fico só no pensamento, executo también...

Gosto de saber que sou útil, que posso ayudar las personas. Gosto de dividir o que aprendi nesses 44 anos de vida. Sei bastante coisa da vida e outras cositas também...

Gosto de falar sobre diversos assuntos: futebol, política, meio ambiente, cultura, educação, vida, espiritualidade (Sobre este tema, segue:...abaixo)...

Espiritualidade:
Tenho conversado muito com o amigo Marcão (Marcos Sachs, super cenógrafo). Ele sempre tem um pergunta sobre Deus e Jesus Cristo. As vezes falamos sobre a forma que os "cristãos" falam de Deus. Isso mais afasta as pessoas do que aproxima de Deus. Mano, Jesus Cristo era uma pessoa do bem. Gente boa. Sábio. Amoroso e mente aberta.
Deus, por sua vez, também não quer "ferrar" (punir, castigar) as pessoas. A maioria das pessoas tem mais medo de Deus que do capeta, do chupa-cabra, da onça pintada...

Mano, Deus quer que voce viva a sua vida em paz, amor e alegria. E se tiver um tempinho, lembre-se D'Ele...Agradeça por tudo o que tem. Pelo emprego, salário (mesmo baixo), pelas pessoas, pelos amigos. Até as dificuldades sempre vem pra ensinar algo pra nós.

Eu faço assim. Agradeço todos os dia ao Deus e ao Jesus Cristo! 

Eles sempre me ouvem e me respondem. Eles sempre estão comigo, nos momentos bons e principalmente, nos momentos dificeis da vida.

Agradeça, converse, fale com Deus. Ele vai te ouvir...

Principalmente, quando voce estiver numa situação como a minha: #tudoaomesmotempoagora

Vá!

abraços,

jetro.  

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Prefeitura autoriza construção de centrais de triagem mecanizadas...(?) e os catadores???

Empresas responsáveis pela coleta do lixo vão erguer os equipamentos. Haddad pretende pedir R$ 40 milhões ao BNDES para reformar 19 centrais já existentes.


Tiago Dantas - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Prefeitura assinou, na tarde desta segunda-feira, 20, ordens de serviço para a construção de duas megacentrais de triagem de material reciclável. Cada equipamento vai ter capacidade para processar 250 toneladas de resíduos sólidos por dia, pouco mais que as 240 toneladas processadas diariamente nas 20 centrais já existentes. O objetivo do governo é aumentar a taxa de reciclagem da capital, que hoje é de 1,8% de tudo o que é recolhido.
O prefeito Fernando Haddad (PT) pretende, ainda, pedir R$ 40 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para reformar 19 das 20 centrais de triagem existentes e para dar cursos de capacitação aos catadores de material reciclável credenciados na Prefeitura. Uma carta-consulta deve ser protocolada em Brasília até 7 de junho, segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.
O grupo Loga terá que construir uma das centrais na Ponte Pequena, Bom Retiro, região central. A empresa, que já é responsável pela coleta de lixo na região noroeste da capital, deverá investir R$ 14,8 milhões no empreendimento.Já a empresa Ecourbis, que faz a coleta nos bairros da região sudeste vai gastar cerca de R$ 20 milhões na megacentral de Santo Amaro.
As duas novas centrais deverão ficar prontas até junho de 2014. Elas serão mecanizadas: máquinas vão rasgar os sacos de lixo, ímãs vão separar o material ferroso, câmeras óticas vão dividir o plástico por cor e prensas vão montar os fardos para serem vendidos. A mecanização pode tirar postos de trabalhos de catadores de material reciclável, segundo o presidente da Cooperativa de Catadores do Glicério, Célio Bispo.
"Não acho uma boa ideia. Isso pode funcionar na Europa, mas não aqui. Vão acabar com a profissão de catador em São Paulo. Só vai existir o catador-robô", afirmou Bispo. "As centrais mecanizadas vão se juntar às outras centrais de triagem já existentes. E nossa intenção é que o dinheiro que for obtido com a venda do material reciclado nessas centrais mecanizadas seja investido na cadeia da reciclagem, para beneficiar o catador", disse o secretário Simão Pedro.
Loga e Ecourbis também serão responsáveis por construir outras duas megacentrais até 2016: uma em São Mateus, na zona leste, e outra entre as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra. Entre 30 de agosto e 1° de setembro, a forma como a coleta seletiva deve ser feita na cidade será discutida durante a Conferência Municipal do Meio Ambiente.


OPINIÃO DO JETRO:
Vamos lá...como dia um amigo meu, quando fica assim eu resolvo...

Na minha opinião, mecanizar a coleta seletiva em megacentrais pode ser um grande equívoco para a realidade paulistana.

Por aqui, as cooperativas já fazem um trabalho de ponta. No meu ponto de vista, um investimento na infra estrutura das centrais de triagem seria necessário. Isso sim!

As cooperativas estão em galpões pequenos e mal conservados.

Os maquinários estão defasados...não suportam mais a capacidade atual das centrais.

As cooperativas não tiveram investimentos nos últimos anos!

Fui coordenador do Programa de Coleta Seletiva, no Limpurb, durante 2005 a 2007. Desde aquela época já não havia investimento. Tentamos criar melhorias para o Programas, mas tudo em vão.

Na minha opinião, não podemos permitir que se faça investimentos em megacentrais e deixem as centrais atuais caindo aos pedaços.

Estou com as cooperativas e vamos lutar para evitar esse monopólio do lixo!!!   

terça-feira, 21 de maio de 2013

Os déis (10) mandamentos do Lula...

Transformar lixo em riqueza depende primeiro do fabricante.


O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor (Extended Producer Responsibility, na expressão em inglês). Relatório recém-publicado pela agência ambiental europeia mostra que a quantidade de lixo incinerada ou mandada para aterros reduziu e que a reciclagem, no continente, passou de 23% a 35% dos resíduos, entre 2001 e 2010, um aumento muito considerável.
Mais que isso: a Alemanha vem conseguindo descasar a produção de riqueza da geração de lixo. Relatório do Bifa Environmental Institute mostra que, entre 2000 e 2008 (portanto, antes da crise), o PIB, em termos reais, cresceu quase dez por cento, e o volume de lixo caiu nada menos que 15%. A intensidade em lixo da vida econômica, medida decisiva para avaliar a qualidade da relação que uma sociedade mantém com seus recursos ecossistêmicos, declina mais de 22%.
Maior riqueza e menos lixo: como isso é possível?
A responsabilidade ampliada do produtor ajuda a responder essa pergunta. O conceito, que hoje se encontra no âmago das políticas europeias e é adotado também em vários Estados norte-americanos, foi usado pela primeira vez em 1990 pelo pesquisador Thomas Lindhqvist num relatório para o Ministério do Meio Ambiente da Suécia. Vale a pena citar sua própria definição: “A responsabilidade ampliada do produtor é uma estratégia de proteção ambiental para alcançar o objetivo de reduzir o impacto ambiental de um produto tornando seu fabricante responsável pelo conjunto do ciclo de vida do produto e, especialmente, por sua coleta, sua reciclagem e sua disposição final”.
É claro que, para que isso ocorra, o consumidor tem que fazer uma separação correta, os comerciantes devem possuir dispositivos onde alguns resíduos serão colocados, e o governo precisa organizar a coleta nos domicílios. Mas é ilusão imaginar que o avanço europeu recente na redução do lixo e na elevação da taxa de reciclagem seja apenas devido ao nível educacional da população e à eficiência das prefeituras.
O fundamental, e que em última análise responde pelos bons resultados europeus, é a responsabilidade do fabricante pelo conjunto do ciclo de vida do produto. No caso francês, por exemplo, já existem 19 cadeias produtivas em que vigora um ecoimposto que contribui para financiar os sistemas municipais de coleta e reciclagem. Quem produz o detrito paga antecipadamente (e cobra de seu consumidor, é claro) por dar-lhe a destinação correta. Acaba de ser aprovada uma lei segundo a qual quem compra uma cadeira paga 0,20 euros por sua reciclagem futura e 4 euros para que um colchão não acabe na rua ou num rio. É uma prática contrária à que marcou o crescimento econômico do século 20.
Na prática corrente até aqui, a vida econômica se organiza de maneira linear, a partir do procedimento “pega-produz-consome-joga”. Os produtos vão do berço à sepultura e, para fazer novos produtos, recorre-se novamente a matérias-primas virgens, que alimentam processos produtivos, cujos resultados são consumidos e, em seguida, jogados fora. O problema é que não existe esse “fora”.
A escassez e o encarecimento das matérias-primas, as possibilidades cada vez mais limitadas de encontrar espaços para aterros e os custos exorbitantes da incineração abrem caminho a que os agentes econômicos passem a tratar como fonte de riqueza os materiais até então destinados ao lixo. Relatório recente da Fundação Macarthur fala em economia circular, em oposição à economia linear do “pega-produz-consome-joga”: a economia circular é aquela em que parte crescente dos resíduos é usada como insumo na fabricação de novos produtos.
Numa economia circular, a própria concepção do produto, seu design, já incorpora e amplia as possibilidades de recuperação e reutilização dos materiais nele contidos. Isso revoluciona, por exemplo, a maneira como são fabricados bens eletrônicos, cujas ligas devem prever recuperação e manuseio fácil, sem o que o destino de materiais, muitas vezes raros e preciosos, acabará sendo o lixo e, pior, o lixo tóxico, já que a separação dos componentes é muito difícil. Existindo responsabilidade ampliada do produtor, o fabricante exigirá de seus engenheiros um produto que, contrariamente ao que ocorre hoje, facilite o trabalho da reciclagem e, preferencialmente, o reuso da maior parte daquilo que o integra.
O trabalho da Fundação Macarthur mostra que, na Grã-Bretanha, a substituição de garrafas descartáveis de cerveja pela velha prática do depósito de vasilhame permitiria, por exemplo, a redução de 20% do custo total do produto. Onze Estados norte-americanos já adotaram leis que obrigam a volta dessa prática. O consumo de cerveja “one-way”, por exemplo, pode ser mais confortável, mas, se o seu custo real estiver incorporado ao produto, caberá ao consumidor saber se deseja, de fato, pagar por ele.
São exemplos importantes e que oferecem lições valiosas, neste momento em que, no Brasil, se estabelecem os acordos setoriais que vão dar vida para a nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acabar com os lixões, melhorar a situação dos catadores e ampliar seu papel no interior da política são objetivos decisivos. Mas a capacidade de a PNRS diminuir a produção de lixo e ampliar a reciclagem depende, antes de tudo, de mecanismos que estimulem os fabricantes a usar menos materiais, menos energia e propiciar à sociedade maiores oportunidades de transformar lixo em riqueza. É fundamental então que fique claramente esclarecida sua responsabilidade pelos resíduos ligados aos produtos que colocam no mercado.
Ricardo Abramovay é professor titular da FEA e do IRI-USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor deMuito Além da Economia Verde, lançado na Rio+20 pela Editora Planeta Sustentável.
** Publicado originalmente no site Prêmio Empreendedor Social/ Folha de S. Paulo.
(Prêmio Empreendedor Social/ Folha de S. Paulo)



segunda-feira, 20 de maio de 2013

VIRADA CULTURAL OU VIRADA CRIMINAL???

A minha opinião sobre a Virada Cultural é a seguinte:

SOU CONTRA!!!

Não curto a ideia de um ÚNICO EVENTO cultural suprir toda a necessidade da população em 24 horas de shows, espetáculos, pão e circo...

SOU A FAVOR!!!

Sou a favor das Feiras de Artes da Vila Madalena, Pompéia, Pirituba (que não tem mais...), da Praça da República, do Masp, da Benedito Calixto, da Praça da Fnac Pinheiros e outras tantas...

Sou a favor da organização de eventos nos bairros, nas subprefeituras!!!

É lá em cada região que tem artistas locais querendo um espaço para se apresentar, mostrar o seu trabalho para a comunidade.

Agora esse pão e circo da Virada Cultural, sou contra!

E tem mais...com R$ 10 milhões dá pra organizar um evento por mês em toda a Cidade de SP.

Pelo amor a Deus, tá mais que na hora da gente prestar atenção neste tipo de situação.

Beijos e Paz!

Jetro. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Gargalos impedem avanço da reciclagem e deixam empresas com até 30% de capacidade ociosa.


Rio de Janeiro – A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no país, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.
Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: “O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios”.
A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: “Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores”.
Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.
Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: “De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição”, defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): “em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem”.
Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: “muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de PET [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado”.
Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas PETs na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de PETs na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.
A produção de PET a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das PETs, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.
O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: “Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado”.
Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: “nem chamo de lixo uma PET ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade”.
* Edição: Graça Adjuto
** Publicado originalmente no site Agência Brasil.
(Agência Brasil) 

fonte pesquisada: http://envolverde.com.br/noticias/gargalos-impedem-avanco-da-reciclagem-e-deixam-empresas-com-ate-30-de-capacidade-ociosa/

SEMINÁRIO - O PAPEL DA COMUNICAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.




FONTE:
http://pv.org.br/2013/05/16/seminario-de-nacional-comunicacao-convite/

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vídeo nosso que deu errado...rsrs

segue o link do vídeo:

https://www.facebook.com/photo.php?v=10200093095031947&l=8102695581331936079

O QUE É IRONIA?

IRONIA
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer
o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional
entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. 
Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, 
com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, 
de criticar ou de censurar algo.

Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, 
mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, 
a ser ativo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma 
determinada posição. O termo Ironia Socrática, levantado por Aristóteles
refere-se ao método socrático. Neste caso, não se trata de ironia no sentido 
moderno da palavra.

Tipos de ironia 

A maior parte das teorias de retórica distingue três tipos de ironia: 

oral, dramática e de situação.

A ironia oral é a disparidade entre a expressão e a intenção: 
quando um locutor diz uma coisa mas pretende expressar outra, 
ou então quando um significado literal é contrário para atingir o efeito desejado.

A ironia dramática (ou sátira) é a disparidade entre a expressão e 
a compreensão/cognição: quando uma palavra ou uma ação 
põe uma questão em jogo e a plateia entende o significado 
da situação, mas a personagem não.

A ironia de situação é a disparidade existente entre a intenção e o resultado: 
quando o resultado de uma ação é contrário ao desejo
ou efeito esperado. Da mesma maneira, a ironia infinita (cosmic irony) é 
a disparidade entre o desejo humano e as duras realidades 
do mundo externo. Certas doutrinas afirmam que a ironia de situação e 
a ironia infinita, não são ironias...

Exemplos:
“A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar crianças”. 
(Monteiro Lobato)
"-Meu marido é um santo. Só me traiu três vezes!"
É também um estilo de linguagem caracterizado por subverter o símbolo que, 
a princípio, representa. A ironia utiliza-se como uma forma de linguagem 
pré-estabelecida para, a partir e de dentro dela, contestá-la.

Referências bibliográficas

KIERKEGAARD, Soren. O conceito de ironia. Petrópolis (RJ), 
Brasil: Vozes, 2005.
FACIOLI, Adriano. A ironia: considerações filosóficas e psicológicas.
Curitiba (PR), Brasil: Juruá, 2010.
FONTE PESQUISADA:

DIA DO GARI


Você viu um GARI hoje? Então, quando vê-lo, dê os parabéns!!!
Hoje, comemora-se o Dia do Gari. 
A data foi instituída em outubro de 1962, através da Lei 212, sancionada pelo então Governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e comemorada pela primeira vez em 1963. 
O nome gari originou-se de Aleixo Gary, francês residente no Rio, que criou o primeiro sistema de limpeza pública no Brasil, lá pelo ano de 1876. Hoje, praticamente todo trabalhador da limpeza pública dos municípios brasileiros é chamado de gari.        
Então, ao menos hoje, antes de jogar uma sujeira na rua, pense no Gari...


SITE PESQUISADO:
http://www.sindinoticias.com/noticias,16882,16_de_maio_dia_do_gari.html

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Oficina de Papel Reciclado, onde?


OFICINA DE PAPEL RECICLADO

Faço papel reciclado de desde 1995. Nesses anos todos, mais de 10 mil folhas eu garanto que já fiz. 

Minhas folhas já foram utilizadas para cartão de visita, convite de casamento, capa de trabalho acadêmico, obra de arte, capas de agendas e de cadernos e revestimento de embalagens.

Muitas Oficinas já fiz por essa SP afora...em igrejas, empresas, associações, condomínios, Prefeituras e para amigos...

Fiz muitas por amor ao Corinthians e outras são pagas. 

Lembro das minhas primeiras folhas. Pareciam um tijolo...rsrsrs

Aí, fui me aperfeiçoar e melhoria a performance. Tanto que até convite de casamento eu fiz...só não me pergunta se o casal está junto até hoje...espero que sim. rsrsrs

Mas, o meu ideal aqui é que voce me contrate para fazer uma Oficina de Papel Reciclado aí na sua empresa, festa de família, condomínio ou praça/parque.

vai...
menezes@jetroambiental.eco.br

no youtube tem um video nosso sobre papel reciclado com mais de 30 mil visitas...

em breve, a nossa Ekobancada estará disponível para venda!!!

bjs e boa sorte na vida!

jetro.  





III Encontro Nacional de Óleo

terça-feira, 14 de maio de 2013

Placa na árvore?


Como pode a Prefeitura de SP colocar um aviso na árvore...? O pior, com prego!!!

Tudo bem, o recado é válido. Trata-se de jogar lixo em local errado e a sua respectiva multa.

Até aí tudo bem!

Mas, pegar a placa e pregar na ÁRVORE?

Aí já é demais.

Mas, a falta de comunicação interna, a falta de conhecimento da área de meio ambiente é tanta, que esse tipo de situação se torna corriqueira.

A propósito, as Subprefeituras deveriam contratar os gestores ambientais para que esse tipo de situação tivesse menor incidência.

Um beijo e um abraço.

Jetro.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Eu indico!!!

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O Consumista e o Ecologista


Vivo me perguntando todos os dias: essa tal de sustentabilidade é de verdade ou é só uma conversa pra enganar o padre?

Desde quando iniciei a minha carreira na área de meio ambiente, ouço a história de desenvolvimento sustentável ou sustentado, consumo consciente, preservação, conservação e tantas outras formas de cuidar do meio ambiente.

Aí eu pergunto:
Mas, é possível essa relação? Consumir sem agredir o ambiente? 

eu pergunto, pq não tenho uma resposta muito agradável ou sustentável...

Não acredito nesta relação. Ao menos, como ela é "vendida"...

Considero um sonho, pedir pro empresário reduzir a sua produção e a publicidade de um determinado produto, só pra minimizar os impactos negativos ao meio ambiente.

Qual o empresário que quer deixar de lucrar horrores pra proteger o meio ambiente?

Pode até ser que exista um empresário com esse perfil...só queria conhecê-lo...

Mas, pense comigo:
a empresa produz o produto e quer vendê-lo aos montes. Para isso, utiliza a propaganda e o marketing para vender aquele determinado produto. As vezes, isso que você e eu compramos, nem sempre é tão útil assim...Compramos para satisfazer o nosso desejo consumista. 

um exemplo:
uma caixa de bombom tem uma quantidade de embalagens sem comum...plástico e papel...

Precisamos satisfazer o desejo do mercado. Temos que comprar o computador do momento...senão, estamos fora da moda...

O nosso celular deve ser trocado com frequencia...daqui uns meses estará obsoleto!

O carro, nem se fala então. 

A roupa? idem. Ou usamos as ropitas da novela ou estamos fora de questão.

Aí eu pergunto:
Existe desenvolvimento sustentável?

Ou

Cada um que faça a sua parte?

beijo no coração.

Jetro.




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Anel de tucum é um anel feito da semente de tucum, uma espécie de palmeira nativa da Amazônia. É utilizado por fiéis cristãos como símbolo do compromisso preferencial das igrejas, especialmente da Igreja Católica, com os pobres.

O anel tem sua origem no Império do Brasil, quando jóias feitas de ouro e outros metais nobres eram utilizados em larga escala por membros da elite dominante para ostentarem sua riqueza e poder.

Os negros e índios, não tendo acesso a tais metais, criaram o anel de tucum como um símbolo de pacto matrimonial, de amizade entre si e também de resistência na luta por libertação.Era um símbolo clandestino cuja linguagem somente eles compreendiam.



O anel de tucum foi bastante divulgado por um dos seus usuários mais famosos: o cantor sertanejo Luan Santana.


Mais recentemente, a utilização do anel de tucum foi resgatada por fiéis cristãos, especialmente adeptos da teologia da libertação, com o objetivo de simbolizar a aliança das igrejas com os pobres e oprimidos da América Latina, especialmente por fiéis católicos após o Concílio Vaticano II e as Conferências Episcopais de Medellín e de Puebla.


O Anel de tucum foi tema de documentário homônimo dirigido por Conrado Berning em 1994.No filme, o bispo católico Dom Pedro Casaldáliga, um dos entrevistados, explica da seguinte maneira a utilização do anel:

“Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte.”(Lembremo-nos: Pela causa dos Pobres, o Cristão não mata, mas dar a Vida como dizia Don Helder Câmara).



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anel_de_tucum

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Uma Copa cheia de lixões


Coluna publicada no Globo de hoje:


A escalação da seleção que entrará em campo na abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho, ainda não é conhecida. É natural. O técnico Felipão tem dúvidas em várias posições e muita coisa pode acontecer até lá. Já do ponto de vista ambiental, é possível ter algumas certezas sobre o que veremos daqui a 400 dias. Uma delas é que continuaremos convivendo com os famigerados lixões que cercam o país.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010, depois de vinte anos de discussões, estabelece que até o dia 2 de agosto de 2014, mais ou menos vinte dias após a grande final da Copa, todos os lixões a céu aberto, vazadouros e afins deverão ser desativados. Os prefeitos que não cumprirem a lei podem ser processados por improbidade administrativa e perderem os seus direitos políticos.
No entanto, pelo andar da carruagem, tudo indica que nem os lixões serão fechados, pelo menos grande parte deles, nem os prefeitos serão punidos. Vale ressaltar que a expressão “andar da carruagem” usada aqui não é só um lugar comum. Mas uma alusão à lentidão com que as leis são aplicadas no Brasil. Mesmo as boas. Na semana passada, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) anunciou que já está negociando com o Congresso e com o governo federal uma prorrogação do prazo para a destinação correta do lixo. Na verdade, reivindicam prazos diferentes de acordo com a realidade de cada cidade.
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), atual presidente da entidade, diz que, para grande parte dos municípios brasileiros, será impossível cumprir a lei. Fortunati usa um argumento bastante curioso, mas que simboliza bem o nosso jeito de fazer política. Segundo ele, 72% dos prefeitos vitoriosos nas eleições de 2012 não estavam no cargo quando a PNRS foi aprovada. Logo, eles não poderiam ser responsabilizados pela omissão dos seus antecessores.
Por este raciocínio torto, leis que afetem a vida das cidades só deveriam entrar em vigor no dia da posse dos prefeitos. O mesmo valeria para governadores e presidentes. Se não aconteceu no meu horário de trabalho não é culpa minha. Enquanto isso, 50% dos municípios continuam jogando o lixo em terrenos baldios, sem nenhum tipo de cuidado. Esse índice chega perto de 90% nas regiões Norte e Nordeste e supera os 70% no Centro-Oeste. No Sul e no Sudeste, o número de cidades varia entre 15% e 18% do total. São quase três mil lixões no Brasil. Não é preciso ser especialista para identificar a contaminação que isso provoca nos rios, no solo e no ar. Sem falar nas doenças. Um problema que deveria ser resolvido com urgência. Mas não é.
A lei estabelecia que até agosto do ano passado as prefeituras deveriam ter criado os Planos de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Um conjunto de regras e normas sobre como recolher, tratar e destinar o seu lixo. Incluindo programas de reciclagem e talvez até aproveitamento energético. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, só 20% das cidades fizeram o seu dever de casa.
Sem esses planos, os prefeitos não conseguem obter financiamento público para projetos de gestão de resíduos. Mas isso não parece ter mobilizado ninguém. Agora, o governo fará uma nova chamada para os municípios que perderam o prazo. Promete ajudar, discutindo caso a caso. A maioria alega falta de dinheiro e de gente qualificada para fazer o serviço.
Faz sentido. Mas falta também uma boa dose de vontade política. É muito mais barato para um governante contratar um caminhão velho e jogar o lixo em qualquer lugar longe dos olhos dos eleitores do que investir em aterros sanitários e em reciclagem. Ações que dão muito trabalho e pouco voto. Apesar disso, é difícil encontrar alguém que seja contrário à PNRS. Pelo menos publicamente.
Trata-se de uma lei óbvia e necessária, mas que envolve muita gente. Ela atribui tarefas para o poder público, como acabar com os lixões, fazer campanhas educacionais e criar centros de triagem. Muda a vida das empresas, estabelecendo o conceito de logística reversa que as torna responsáveis por recolher o lixo que produzem. Garante até o trabalho dos catadores, atores fundamentais nesta novela.
Para o cidadão, sobraram duas funções. A primeira é bem simples: separar o lixo. De um lado, papel, plástico, vidro e metais. Do outro, resíduos úmidos, restos de comida e de jardins. A outra atribuição é a de cobrar. Exigir o cumprimento da lei. Se nada acontecer, resta esperar. Afinal de contas, quem esperou vinte anos para ver a lei ser aprovada, pode esperar mais dez ou vinte para que ela entre em vigor

Frente Ambientalista faz balanço de dois anos da PNRS


Por Keli Vasconcelos
Lei 12.305. Este é número da PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010 depois de tramitar por quase 20 anos no Congresso Nacional. Nela reúne instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos, tendo o fim dos lixões até 2014, administração da logística reversa, destinação correta dos rejeitos - lixo não aproveitável - aos aterros sanitários, além dos municípios terem como dever a elaboração de planos para melhor gestão desses resíduos.
Dois anos se passaram desde sua aprovação e a Frente Parlamentar Ambientalista, presidida pelo deputado Sarney Filho (PV-MA), promoveu um café da manhã no dia 21 de novembro de 2012 em Brasília para discutir esses pontos preponderantes. Participaram entidades e organizações como Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem, CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção, SOSMA - Fundação SOS Mata Atlântica e parlamentares.
Considerada como "avançada" pelos representantes do setor, a legislação ainda sofre entraves, especialmente no que se refere aos prazos de formatação e entrega dos planos municipais. "Caberá ao Congresso discutir sobre o dilatamento do prazo. Os novos prefeitos que assumem em janeiro poderão ter suas contas bloqueadas pela não implantação dos planos", explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson Guimarães, afirmando que o MMA tem recebido forte pressão de prefeitos para sua prorrogação - data vencida em agosto último.
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), que presidiu entre 2008 e 2009 o grupo de trabalho responsável pelo texto, lembrou no evento, informou portais SOSMA e PPS, que das 5.565 cidades de todo o país, apenas 400 delas, além de nove Estados e o Distrito Federal, entregaram seus planos.
Na ocasião, o diretor executivo do CEMPRE, André Vilhena, apresentou os resultados do Ciclosoft, pesquisa nacional que apontou 14% dos municípios brasileiros (766 cidades) realizam programas de coleta seletiva, com concentração nas regiões Sudeste e Sul (86%). "Para desenvolver a política reversa e da reciclagem é fundamental o suporte da coleta seletiva", ressaltou Vilhena no evento, divulgado no site da Frente Parlamentar Ambientalista.
Para Sarney Filho, se faz necessário o apoio do governo aos municípios e discordou da flexibilização da lei. "O prazo faz parte do comando e controle que devemos exercer sobre a aplicação das leis. No país, a lei é afrouxada, e depois, como aconteceu com o novo Código Florestal, quem a desrespeitou é anistiado", frisou.
Guimarães, do MMA, disse ainda que tem mantido diálogo permanente com todos os envolvidos na aplicação da lei e afirmou que a pasta está consolidando um Sistema Nacional de Resíduos Sólidos, que permitirá acompanhar em cada município suas ações online.
A logística reversa e seus trâmites, que englobam a inclusão de catadores e cooperativas na execução da política, é o próximo trunfo que o segmento tem a administrar. "O maior desafio da política de resíduos é a implantação da logística reversa, da coleta seletiva de lixo e da reciclagem por parte dos municípios", concluiu o deputado Arnaldo Jardim.

Com informações dos sites:
www.cempre.org.br/Ciclosoft2012.pdf 
www.frenteambientalista.com
www.portal.pps.org.br
www.sosma.org.br
fonte pesquisada: